Gato entediado é sinônimo de problema.

Os gatos são mais sutis ao demostrarem seus problemas, por isso os tutores precisam estar muito atentos às atividades diárias do pet...

Seguidores da página da Pulo do Gato no Facebook contam quais artimanhas usam para deixar o gatinho bem tranquilo.

Imagem de Uni001 por Pixabay

Ter um gatinho entediado em casa pode ser a causa de muitos problemas comportamentais. Na maioria das vezes, a falta de atividades que estimulam os sentidos do felino gera hábitos indesejáveis, como móveis arranhados e miados a todo momento. Segundo o adestrador da Cão Cidadão, Maurício Choinski, na natureza, os gatos passariam grande parte do tempo caçando ou se protegendo de seus predadores. Por isso, proporcionar um ambiente capaz de simular situações semelhantes a essas é mais importante do que o tamanho do ambiente que é disponibilizado para eles. “Permitir que os gatos subam em prateleiras, mesas e estantes supre, de certa maneira, a necessidade de desenvolver o lado escalador. Para o gato, observar tudo do alto é muito mais seguro. Outras possibilidades são troncos de árvores com casinhas no topo, estantes revestidas de sisal ou, até mesmo, tapetes ou carpetes instalados nas paredes”, afirma Maurício.
Os gatos também podem se tornar excessivamente carentes e miar porque a porta está fechada ou porque a torneira de água não está aberta. A necessidade de atenção chega ao ponto de o gato ver o dono abrir uma revista ou um laptop e sentar-se em cima do objeto para ser notado. Essas atitudes podem sinalizar que o gato está tendo uma rotina entediante. Além disso, a perda ou aumento excessivo do apetite também podem ser sinais de tédio.
De acordo com Maurício, caso os gatos não tenham atividades destinadas para eles, podem, eles mesmos, criar uma rotina de passatempos como escalar cortinas, arranhar sofás, desenrolar papel higiênico e outras práticas que a criatividade permitir.

Arquivo de Ana Paula Comin

Entenda seu gato

Como exercício de observação, procure decifrar as preferências do bichano, por exemplo, brinquedinhos, penas, caixas de papelão, fios, ratinhos de pano ou a boa e velha bolinha de papel. “Os gatos são mais sutis ao demostrarem seus problemas, por isso os tutores precisam estar muito atentos às atividades diárias do pet, pois a falta de estímulos adequados pode acarretar diminuição da frequência das explorações e das atividades. Dessa maneira, eles deixam de brincar e passam a dormir o dia todo”, alerta.
Se sair para o quintal não é uma opção, você pode abusar dos estímulos visuais, auditivos e olfativos com a “TV de gato”. Para isso, utilize uma janela que tenha vista para uma área externa, de onde o gato possa observar a movimentação do quintal ou da rua. Garanta a segurança com redes de proteção do lado externo da janela e com um beiral acessível ao gato, como um móvel ou prateleira.

A seguir, leitores nos contaram o que fazem para exercitar seus bichanos em casa.

Arquivo de Shirley Azevedo

Muita diversão dentro de quatro paredes

Se tem um sentimento que a gatinha Jolie não conhece é o tédio. Isso porque sua tutora, Ana Paula Comin, proporciona um ambiente descontraído e cheio de aventuras para ela. Além de ter vários arranhadores pela casa, há também módulos e prateleiras em toda a extensão da parede para que ela possa escalar, pular e brincar como uma gatinha selvagem. “Temos também aqueles brinquedos estilo anzol que eles adoram e gastam muita energia enquanto simulam o ato de caçar. Com esse investimento, meus sofás estão intactos!”, celebra Ana Paula.

Brincadeiras na grama

Na casa de Shirley Azevedo, os gatinhos Chico e Ronron têm sempre arranhadores à disposição e também brincam livremente pelo quintal que possui telas em toda sua extensão para evitar fugas. “Deixo eles lá fora porque tem um gramado onde brincam e rolam”, completa Shirley.

Arquivo de Leyanne Oliveira

Brincadeiras com a bolinha

Naninha é uma gatinha naturalmente carinhosa e acostumada a viver apenas dentro de casa. Porém, de acordo com sua dona, Leyanne Oliveira, nos últimos meses a felina está um pouco rebelde. “Fica miando, pedindo para sair para a rua e atravessá-la, o que me deixa muito preocupada”, diz. A saída foi desviar a atenção dela para brinquedos bastante atrativos. “Comprei uma bola que resolveu o problema muito bem, pois agora ela nem se lembra da rua”, conta. Carinhos e brincadeiras também deixam Naninha mais tranquila ao lado de sua família.

Fotos: Arquivo de Érika Moreira Olanda

Passeio e brincadeiras

Billy, de Érika Olanda, recebe muitos mimos e raramente se sente entediado. O dia começa com muita energia, que é gasta em diversos brinquedos e arranhadores. Mas atenção, nem sempre esses objetos são tão caros, é possível fazer brinquedos em casa. “Caixa de sapatos e prendedores de cabelo são os favoritos dele, o mais importante é que sempre procuro participar das brincadeiras”, afirma. Com isso a tutora percebe que ele fica mais calmo e evita que destrua seus móveis. Para fechar com chave de ouro o dia agitado do gatinho, uma caminhada na rua, onde pode explorar, cheirar os matinhos e andar muito. “Sempre na coleira, com toda segurança”, garante Érika.

Arquivo de Rosana Soares

Companheira de farra

Para Rosana Soares, a melhor maneira de combater o tédio e até mesmo a solidão do seu Persa chamado Zaphir foi arranjar uma companheirinha de farra para ele, a vira-lata Estelinha. “Meus dois peludinhos se dão muito bem, é muito amor”, conta.






Arquivo de Karina Costta

Gatinho goleiro

As brincadeiras de Karina Costta com seu gatinho durante o dia o deixam bem longe dos móveis. “Fazemos muitas brincadeiras juntos, como esconde-esconde, corridas e outras, mas a que ele mais gosta ele é fingir que é um goleiro e pular bem alto para agarrar a bola”, diz a tutora.






Por Heloíse Santos
Nossos agradecimentos à Maurício Choinski Adestrador da equipe Cão Cidadão



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